A recente descoberta de uma mina de ouro na China, considerada uma das maiores do mundo, pode ter impactos diretos no comércio internacional.
Com reservas estimadas em mil toneladas e um alto teor de ouro por tonelada de minério, a jazida avaliada em R$ 483 bilhões reforça a posição chinesa como líder na produção global do metal.
Atualmente, a China consome cerca de três vezes mais ouro do que produz, dependendo de importações de países como Austrália e África do Sul. Com essa nova mina, o país pode reduzir sua necessidade de importação, afetando exportadores e potencialmente alterando o fluxo do comércio mundial.
Além disso, um aumento na oferta pode regular o preço do ouro, que bate recorde histórico, impactando economias que utilizam o metal como lastro financeiro e investidores que o veem como reserva de valor.
Ouro rompe US$ 3.000: impacto no comércio exterior
A valorização do ouro, que ultrapassou US$ 3.000 pela primeira vez na história, reflete a busca por segurança em tempos de incerteza econômica e política. A forte demanda dos bancos centrais e a instabilidade nas relações comerciais internacionais impulsionaram o preço do metal, que continua sendo um dos principais ativos de proteção para investidores globais.
O que esperar do mercado?
Mesmo com a valorização expressiva, analistas indicam que o ouro ainda pode ter espaço para subir. Alguns bancos de investimento já projetam a marca de US$ 3.500 no curto prazo, impulsionada pela continuidade das incertezas globais.