EUA: Oportunidades de exportação de componentes eletrônicos para o Brasil

O cenário atual revela uma transição estratégica: enquanto os componentes eletrônicos de baixo valor são dominados por volume asiático, o […]

O cenário atual revela uma transição estratégica: enquanto os componentes eletrônicos de baixo valor são dominados por volume asiático, o exportador estadunidense consolida-se em nichos de alta criticidade, infraestrutura e semicondutores avançados.

Expansão do fluxo comercial

As importações brasileiras de eletrônicos (HS 85) originárias dos EUA saltaram de US$1,75 bilhão em 2024 para US$1,98 bilhão em 2025, de acordo com dados da UN Comtrade compilados no relatório trading economics.

Com base na trajetória recente, projeta-se que, em 2026, o fluxo comercial supere a barreira dos US$ 2,2 bilhões, mantendo a tendência de crescimento anual composta observada no biênio.

Aceleração de segmentos específicos

Em relação às exportações do setor eletroeletrônico, em 2025 houve aumento de 3%, totalizando US$7,9 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Destacaram-se os crescimentos nas vendas externas de bens de Telecomunicações (22%) e Utilidades Domésticas (20%). Os produtos de Eletrônica Embarcada foram os principais itens exportados do setor, totalizando US$880 milhões, 19% acima do resultado de 2024. 

Já em relação às exportações brasileiras, os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino do setor ao longo de 2025, conforme os dados da Abinee.

Comparativo dos produtos mais importados do setor (US$ milhões) em 2025 vs 2024:

Produtos20242025Variação 24/25
SemicondutoresUS$6.309US$5.994-5%
Eletrônica embarcadaUS$2.919US$3.41617%
Componentes para informáticaUS$3.327US$3.3461%
Comp. para telecomunicaçõesUS$2.915US$2.727-6%
Instrumentos de medidaUS$2.312US$2.71717%
Módulos fotovoltaicos US$2.617US$1.581-40%
Comp. para equipamentos industriaisUS$1.455US$1.5376%
Aparelhos eletromédicosUS$1.331US$1.52214%
Máquinas para processamento de dadosUS$1.135US$1.50132%
Comp. para utilidades domésticasUS$1.091US$1.29319%
Fonte: Abinee

A análise estratégica da tabela acima revela movimentos críticos para o exportador estadunidense:

  1. A ascensão da infraestrutura e processamento: O crescimento de 32% em Máquinas para Processamento de Dados (atingindo US$ 1,5 bilhão) é o destaque quantitativo da tabela. Somado à alta de 17% em Eletrônica Embarcada, confirma-se que o “boom” digital e a automação veicular/industrial são os motores de curto prazo do mercado brasileiro.

  2. Resiliência vs. volume em semicondutores: Embora os Semicondutores tenham apresentado uma queda de 5% em valor, eles permanecem como a maior categoria absoluta (US$ 5,9 bilhões). A queda de valor FOB, contrastada com o aumento de 5% no volume de NCMs específicos (SMD) que vimos anteriormente, sugere uma deflação de preços globais ou uma mudança no mix para componentes mais eficientes, mantendo o setor como a prioridade número um para o exportador dos EUA.

  3. Nicho de alta precisão (instrumentos e saúde): O crescimento de 17% em Instrumentos de Medida e 14% em Aparelhos Eletromédicos sinaliza uma oportunidade “premium”. Estes são segmentos onde os EUA possuem dominância histórica e onde as barreiras técnicas (certificações) impedem a entrada de competidores de baixo custo.

  4. O colapso fotovoltaico: A queda de 40% nos Módulos Fotovoltaicos indica um mercado saturado ou uma mudança nas políticas de subsídios locais, reforçando que o exportador dos EUA deve focar em Hardware de TI e Automação, e não em energia solar comoditizada.

Soberania tecnológica: O diferencial dos componentes estadunidenses

A produção de componentes e placas nos EUA deve crescer 6,4% em 2026, alinhando-se à demanda brasileira por semicondutores de alto desempenho para IA e redes 5G, segundo a Atradius. 

O crescimento de 15% nas importações brasileiras originárias dos EUA da NCM 8542.31.90 (outros circuitos integrados) em 2025, segundo a Logcomex, confirma essa tendência.

Vale ressaltar que o diferencial americano não é o custo, mas o TCO (Custo total de propriedade) e a conformidade com padrões FCC/IEEE, que aceleram a homologação na ANATEL E INMETRO.

Atratividade fiscal e incentivos

A correta utilização de regimes como o PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores) e a Lei de Informática é o diferencial para o exportador americano. 

Para maximizar as margens, o exportador deve posicionar seus componentes como ‘habilitadores de conformidade local’.

Ao fornecer chips compatíveis com o PADIS ou a Lei de Informática, a empresa americana não apenas vende um produto, mas entrega uma redução tributária direta de IPI, PIS/COFINS e II para o comprador brasileiro, tornando o preço final altamente competitivo contra produtos sem incentivo

Desta forma é possível neutralizar o “Custo Brasil” e competir com o volume asiático.

Análise macroeconômica e setorial

A viabilidade da exportação estadunidense para o Brasil no biênio 2025-2026 sustenta-se em dois pilares: a expansão da capacidade produtiva doméstica nos EUA em segmentos de alta tecnologia e a necessidade estrutural brasileira de modernização industrial e digital.

A expansão tecnológica dos EUA

O setor de eletrônicos dos EUA entra em 2026 com indicadores de robustez, apesar da desaceleração marginal na produção global de TIC (estimada em +4,0%).

Para o exportador estadunidense, o dado crítico é o crescimento projetado de 3,3% na produção doméstica de eletrônicos, com um desempenho excepcional no segmento de “componentes e placas eletrônicas” (chips e hardware crítico), que deve expandir 6,4% em 2026, de acordo com o relatório da Atradius.

Este aumento na oferta doméstica, impulsionado por incentivos federais à indústria de semicondutores, gera um excedente de exportação em categorias de alto desempenho (IA, servidores e infraestrutura de rede).

Isso permite que o exportador norte-americano ofereça não apenas disponibilidade, mas também tecnologia de ponta em um momento em que cadeias de suprimentos globais ainda buscam resiliência via friend-shoring.

O mercado brasileiro de eletrônicos

De acordo com o Statista, o Brasil projeta uma receita de US$6,54 bilhões para o mercado de eletrônicos de consumo em 2026, com uma Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de 6,15% até 2030. 

Esse crescimento é qualitativo: o país não busca apenas bens de consumo, mas sim a infraestrutura necessária para sustentar a economia digital.

De acordo com dados da Abinee, o salto nas importações em 2025 foi liderado por:

  1. Máquinas de processamento de dados (+32%)
  2. Componentes para utilidades domésticas(+19%)
  3. Eletrônica embarcada (+17%)

EUA e Brasil: Fluxo bilateral e participação de mercado

Embora a China domine o volume total das importações brasileiras, o perfil da importação vinda dos EUA é de alto valor unitário e baixa substituibilidade.

O Brasil é, hoje, um mercado de nicho para os EUA em eletrônicos, onde a confiabilidade do hardware americano encontra sinergia com setores críticos brasileiros: energia, defesa, infraestrutura de TI e saúde. 

A projeção de superação bilionária baseia-se na continuidade dessa digitalização corporativa, que prioriza o custo total de propriedade (TCO) e a conformidade regulatória sobre o preço de aquisição imediato.

Incentivos Fiscais e Regulação – Otimização do custo desembarcado

Para o exportador dos EUA, compreender o ecossistema de incentivos do Brasil é a chave para competir com o volume asiático. O foco não deve ser apenas a venda direta ao consumidor, mas a inserção como fornecedor de componentes para empresas que operam sob regimes especiais.

Lei de Informática (Lei 8.248/91)

Esta é a principal ferramenta de fomento para o setor. Ela concede créditos financeiros (abatimento em tributos federais) para empresas brasileiras que realizam etapas produtivas localmente, seguindo o Processo Produtivo Básico (PPB).

  • Implicação para o Exportador  dos EUA

Ao exportar componentes, o exportador norte-americano permite que o fabricante brasileiro cumpra o PPB e tenha acesso a benefícios fiscais.

Produtos que possuem “tecnologia desenvolvida no país” ou que seguem o PPB têm preferência em licitações públicas e redução de IPI.

Estratégia: Posicionar os componentes americanos como “PPB-compliant”, facilitando a certificação do produto final do cliente brasileiro.

PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores)

O PADIS é vital para o segmento de Circuitos Integrados (NCM 8542), onde os EUA possuem vantagem competitiva.

  • Benefícios: Redução a zero das alíquotas de Imposto de Importação (II), IPI e PIS/COFINS para a importação de máquinas, aparelhos, insumos e softwares destinados à fabricação de semicondutores e displays.
  • Oportunidade 2026: Com o crescimento de 15% em circuitos integrados (NCM 8542.31.90), o exportador americano de insumos de alto valor para foundries ou casas de design de chips no Brasil encontra no PADIS um caminho de entrada com carga tributária quase nula.

Transição para a Reforma Tributária (IVA Dual)

O ano de 2026 marca o início da transição para o novo sistema tributário brasileiro (Substituição de PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS pelo IBS e CBS).

  • Ponto de atenção: Durante 2026, coexistirão os dois sistemas. O exportador deve prever que importadores brasileiros estarão em fase de adaptação de sistemas de compliance.

  • Vantagem: A simplificação tende a reduzir o “custo Brasil” logístico e administrativo a longo prazo, favorecendo empresas que mantêm padrões rigorosos de faturação, como as norte-americanas.

Barreiras técnicas e regulação (ANATEL e INMETRO)

A conformidade técnica é o maior “filtro” de mercado no Brasil.

  • ANATEL: Essencial para qualquer produto com rádio-frequência (5G, Wi-Fi, Bluetooth). O processo de homologação é rigoroso e pode demorar de 3 a 6 meses.

  • INMETRO: Focado em segurança elétrica e eficiência energética.

  • Diferencial EUA: Enquanto produtos chineses de baixo custo frequentemente enfrentam dificuldades de certificação por falta de documentação técnica padronizada, as empresas norte-americanas possuem histórico de conformidade com normas FCC/IEEE, o que acelera a aceitação laboratorial no Brasil.

 Ex-Tarifário: A Janela de oportunidade temporária

O regime de Ex-Tarifário permite a redução temporária da alíquota do Imposto de Importação para bens de capital (BK) e informática (BIT) quando não há produção nacional equivalente.

Ação recomendada: O exportador dos EUA deve verificar se os seus equipamentos de alta tecnologia para Data Centers ou Automação estão cobertos por um Ex-Tarifário ativo. Caso contrário, pode apoiar o seu cliente brasileiro no pedido de concessão junto ao governo, reduzindo o custo de importação de ~12-14% para 0%.

Inteligência estratégica

O mercado brasileiro de eletrônicos é marcado por uma dualidade: o volume massivo de bens de consumo asiáticos versus a necessidade de infraestrutura de alta confiabilidade proveniente de economias avançadas.

Posicionamento: EUA vs. China

Enquanto a China exportou cerca de US$29,5 bilhões para o Brasil apenas no primeiro semestre de 2025 (focada em smartphones e hardware padronizado), a estratégia dos EUA deve ser de especialização e diferenciação técnica.

AtributoPosicionamento EUA (Premium/crítico)Posicionamento China (Volume/Commodity)
Driver de VendaTCO (Custo Total de Propriedade) e segurançaPreço de aquisição (CAPEX inicial baixo)
Segmento AlvoB2B, infraestrutura, Governo, saúdeVarejo, consumo, hardware genérico
DiferencialConformidade, Ciclo de Vida, suporte técnicoEscalabilidade e velocidade de Entrega
RiscoCusto FOB elevado (Dólar)Volatilidade de qualidade e geopolítica

Com base nos fluxos de importação e nas tendências industriais brasileiras, mapeamos cinco áreas onde o exportador norte-americano possui dominância técnica:

Infraestrutura de TI e Data Centers 

O Brasil tornou-se o principal hub de Data Centers da América Latina (SP, RJ, CE).

Vantagem EUA: Empresas brasileiras de Cloud e Hyperscalers preferem hardware americano pela facilidade de integração com softwares de gestão e protocolos de cibersegurança ocidentais.

Semicondutores e componentes eletrônicos avançados (NCM 8542)

A alta de 15% em Circuitos Integrados (NCM 8542.31.90) sinaliza uma demanda por inteligência embarcada.

  • Oportunidade: Microcontroladores SMD, sensores de precisão e ICs para aplicações médicas e aeroespaciais.

  • Vantagem EUA: Menor substituibilidade. O design norte-americano em semicondutores é padrão em setores regulados no Brasil (como o setor elétrico e automotivo).

Automação e energia

Modernização de linhas industriais para a Indústria 4.0.

  • Oportunidade: Controladores Lógicos Programáveis (CLPs), inversores de frequência e equipamentos de proteção de rede (UPS industriais).

  • Vantagem dos EUA: Interoperabilidade. A base instalada de máquinas no Brasil em setores como Mineração e Papel e Celulose utiliza padrões (Rockwell, Emerson, etc.) que favorecem a reposição e upgrade com tecnologia dos EUA.

Telecomunicações 

Embora a China domine o rádio do 5G público, há um vácuo em redes privadas e redes de segurança pública.

  • Oportunidade: Equipamentos de rede para segurança pública, comunicações via satélite e hardware de criptografia.

  • Vantagem EUA: Alinhamento com padrões de segurança cibernética e acordos de cooperação técnica (ATEC) entre os governos dos dois países.

Eletrônicos: estratégia de “Venda por valor”

Para 2026, o exportador dos EUA não deve competir no preço unitário. A narrativa comercial deve focar em:

  1. Redução de Downtime: Equipamentos com maior tempo médio entre falhas (MTBF).
  2. Segurança de Dados: Hardware livre de “backdoors” e em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) brasileira.
  3. Facilitação Logística: Utilização de regimes de Drawback ou Ex-Tarifário para reduzir o custo final ao importador.

Dados de comércio global 2025 vs 2024

Importações brasileiras de componentes eletrônicos originários dos EUA:

NCMDescriçãoFOB 2024 (US$)FOB 2025 (US$)Variação (%)
85423120Processadores e controladores, montados (SMD)26,4 MI27,6 MI5%
85423110Processadores e controladores, não montados13,3 MI10 MI-25%
85423190Outros circuitos integrados2,9 MI3,3 MI15%
Fonte: Logcomex

A análise granular dos principais códigos NCM de circuitos integrados revela uma tendência clara de sofisticação e mudança no modelo de produção local no Brasil, favorecendo o exportador estadunidense de componentes prontos para montagem.

De acordo com a Logcomex, em 2024 e 2025 foram mais de 300 importadores das NCMs 8542.31.20, 8542.31.10, 8542.31.90. 

Transição para tecnologia SMD (NCM 8542.31.20)

Crescimento de 5% (atingindo US$27,6 milhões em 2025).

Os componentes montados para superfície (SMD) são o padrão da indústria moderna de alta tecnologia. O crescimento constante indica que as linhas de montagem brasileiras de smartphones, dispositivos IoT e automação continuam absorvendo tecnologia americana estável e de alta qualidade. 

Para o exportador dos EUA, este é o segmento de “receita recorrente” e segurança operacional.

Declínio de componentes não montados (NCM 8542.31.10)

Queda acentuada de 25% (de US$13,3 milhões para US$10,0 milhões).

Esta retração é um indicador estratégico crítico. Ela sugere que o Brasil está reduzindo a importação de “chips crus” (wafers/dice) para processos de encapsulamento local, preferindo importar o componente já montado (SMD). 

Para o exportador norte-americano, isso representa uma oportunidade de capturar maior valor agregado na origem, vendendo o produto finalizado em vez do insumo bruto.

Expansão de circuitos integrados especializados (NCM 8542.31.90)

  • Crescimento de 15% (US$3,3 milhões em 2025).

Este grupo frequentemente engloba novos circuitos e aplicações específicas de alto desempenho, incluindo chips para IA, processamento gráfico e comunicações de nova geração. 

O crescimento de dois dígitos confirma que o Brasil está buscando tecnologia de fronteira nos EUA para suprir nichos que não possuem similar nacional ou substitutos chineses de mesma confiabilidade.

Conclusão

O panorama para as exportações estadunidenses de eletrônicos para o Brasil no biênio 2025-2026 aponta para uma consolidação definitiva em nichos de alta tecnologia, onde a confiabilidade e a integração sistêmica prevalecem sobre o volume de commodities. 

O exportador dos EUA encontra um mercado brasileiro em plena transição estrutural, impulsionado por uma demanda sem precedentes em infraestrutura de dados e conectividade.

Este movimento é validado pelo crescimento nas importações brasileiras de máquinas de processamento de dados e pela expansão contínua dos setores de telecomunicações e automação industrial, que juntos formam a base de uma economia digital em maturação. 

A convergência entre o aumento de 6,4% na capacidade produtiva de componentes nos EUA e a necessidade brasileira de semicondutores avançados para IA e redes 5G cria uma sinergia única que o exportador norte-americano deve capitalizar, distanciando-se da concorrência por preço praticada pelos players asiáticos.

Para sustentar essa vantagem competitiva em 2026, a estratégia de mercado deve transcender a simples venda de hardware e focar na entrega de soluções de missão crítica, onde o custo total de propriedade e a conformidade com rigorosos padrões regulatórios, como os da ANATEL e do INMETRO, tornam-se os principais argumentos de venda. 

A navegação inteligente pelo ecossistema de incentivos fiscais brasileiros, especialmente o PADIS e a Lei de Informática, será o diferencial para garantir a competitividade do produto americano dentro das cadeias produtivas locais.

Além disso, a antecipação aos efeitos da reforma tributária brasileira e a oferta de mecanismos de financiamento robustos, serão fundamentais para mitigar a volatilidade cambial e assegurar a fidelização de grandes integradores brasileiros.

Em última análise, o sucesso no Brasil em 2026 dependerá da habilidade do exportador estadunidense em posicionar-se não apenas como um fornecedor, mas como um parceiro tecnológico essencial para a infraestrutura de defesa, energia e processamento de dados do país, garantindo uma participação de mercado resiliente e de alto valor agregado a longo prazo.



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