O comércio global alcançou um recorde de US$ 33 trilhões em 2024, crescendo 3,7%, com destaque para serviços (+9%) e economias emergentes. Contudo, o ritmo desacelerou no segundo semestre, com um crescimento tímido de 0,5% para bens e 1% para serviços no 4º trimestre, segundo a UNCTAD.
O crescimento foi desigual. Ásia emergente (China e Índia) superou a média global, enquanto Brasil, Rússia e África do Sul enfrentaram um desempenho fraco. Países desenvolvidos estagnaram, com queda de 2% no último trimestre.
O comércio global também viu um aumento nos desequilíbrios. O déficit dos EUA com a China subiu para US$ 355 bilhões, enquanto o da UE atingiu US$ 241 bilhões. No sentido oposto, a China fortaleceu seu superávit e a União Europeia reverteu déficits anteriores, beneficiada por preços elevados de energia.
Para 2025, o cenário segue incerto. Tensões comerciais, protecionismo crescente e queda nos índices de transporte marítimo indicam um possível enfraquecimento da demanda global.