Enquanto a Copa do Mundo 2026 coloca dezenas de seleções em campo, o comércio exterior do Brasil mantém com vários desses países uma disputa de outra natureza, feita de contêineres, commodities e cadeias de suprimentos.
Este relatório toma doze nações que também marcam presença no torneio como recorte para analisar a balança comercial bilateral com o Brasil, combinando o contexto macroeconômico de cada mercado com os números oficiais de importação e exportação.
A análise compara o acumulado de janeiro a maio de 2026 com o mesmo período de 2025, com valores FOB expressos em dólares norte-americanos.
A análise por NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) demonstra que a competitividade industrial e o fornecimento de insumos críticos, de semicondutores a fertilizantes e proteínas animais, permanecem como os vetores que balizam o saldo comercial e o posicionamento estratégico dos players corporativos e estatais no mercado global.
A estabilidade do comércio exterior global em 2026 está diretamente atrelada à resiliência de suas artérias marítimas e hubs logísticos interconectados.
O Canal de Suez, controlado pelo Egito e responsável por cerca de 12% do comércio marítimo global, apresentou recuperação de 24,5% na receita no quarto trimestre de 2025, estabelecendo uma trajetória de normalização que se estende pelos primeiros meses de 2026.
Essa retomada ocorre após um período de interrupções no Mar Vermelho que forçou o desvio de frotas comerciais para a rota do Cabo da Boa Esperança, onerando o frete marítimo internacional e estendendo os prazos de entrega global. O governo egípcio projeta retornar ao patamar de US$ 10 bilhões em receita anual até o fechamento de 2026.
A normalização do Canal de Suez impacta diretamente a eficiência logística e a estrutura de custos de outros hubs globais.
O Porto de Roterdã, nos Países Baixos, é a principal porta de entrada do continente europeu e destino estratégico de commodities agrícolas como a soja e seus derivados.
O Porto de Antuérpia, na Bélgica, centraliza o escoamento de produtos farmacêuticos de alto valor agregado e o maior centro de processamento de diamantes brutos do planeta, movimentando cerca de 80% do volume global desse segmento.
Para o Brasil, cada navio mercante que se desloca do complexo portuário de Santos em direção ao Mar Mediterrâneo e ao Norte da Europa depende da estabilidade operacional e tarifária da passagem egípcia.
Interrupções nesse fluxo elevam o frete de forma sistêmica, encarecendo produtos como o complexo soja e as carnes refrigeradas destinados à Bélgica e à Espanha.
Em contrapartida, fluxos energéticos como o petróleo bruto iraniano utilizam rotas marítimas alternativas para mitigar o escrutínio das sanções internacionais, direcionando o abastecimento predominantemente ao mercado chinês.
A economia holandesa atua como espinha dorsal tecnológica da indústria de semicondutores global. Uma única empresa sediada no país detém posição central na fabricação das máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), tecnologia indispensável para a gravação de circuitos integrados de última geração. Em 2025, a companhia registrou faturamento recorde de 32,7 bilhões de euros.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras provenientes dos Países Baixos somaram US$ 1.056.379.886 (+16,4% ante 2025) e as exportações atingiram US$ 4.759.526.104 (+1,1%).
O fluxo prioriza segurança energética e insumos industriais na entrada, com gasolinas e naftas petroquímicas, enquanto a soja em grão lidera a alta nas vendas brasileiras, confirmando o papel do país como hub de processamento e redistribuição europeia.
Pioneiro no desenvolvimento da metodologia logística Just-in-Time, que eliminou estoques excedentes e moldou a eficiência das cadeias globais de suprimentos, o Japão atingiu em 2025 o maior nível de exportações de sua história, totalizando 106 trilhões de ienes, impulsionado pelo crescimento de 13% na divisão de semicondutores e maquinários de precisão.
Entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras do Japão totalizaram US$2,4 bilhões (-8,6%) e as exportações chegaram a US$2,3 bilhões (+11,9%).
Persiste a interdependência nos setores automotivo e de biotecnologia: as caixas de marcha lideram as compras brasileiras, contrapondo-se à exportação de proteína de frango congelada e minérios de ferro para o arquipélago.
Com uma população de 10 milhões de habitantes, a Suécia demonstra eficiência singular per capita ao converter inovação em marcas globais de alto valor, com as exportações representando cerca de 50% do PIB. Em 2025, o PIB sueco expandiu 1,7%, o melhor desempenho em quatro anos.
O intercâmbio de janeiro a maio de 2026 reflete esse perfil: as importações brasileiras alcançaram US$842,6 milhões (-12,1%), concentradas em medicamentos com compostos heterocíclicos e máquinas de empacotamento, enquanto as exportações saltaram para US$621,5 milhões (+66,3%), puxadas pela forte alta dos minérios de cobre e seus concentrados.
A Espanha consolidou sua liderança em oleaginosas ao exportar mais de 1,03 milhão de toneladas de azeite de oliva em 2025, expansão de 35% amparada por safra de 1,38 milhão de toneladas, respondendo por 41% das importações de azeite dos Estados Unidos.
Na pauta de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras da Espanha somaram US$1,4 milhão (-3,8%), com naftas para petroquímica e farmacêuticos, enquanto as exportações atingiram US$3,7 bilhões (-11,7%), balizadas por óleos brutos de petróleo e soja.
A Tunísia projeta produção recorde de até 500 mil toneladas de azeite de oliva para a safra 2025/2026, posicionando-se como o maior exportador mundial desse produto fora da Europa.
O setor enfrenta uma assimetria na cadeia de valor: parcela expressiva do azeite tunisiano é exportada a granel e sem rotulagem para o mercado europeu, onde é engarrafada e comercializada sob marcas locais.
No fluxo de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras somaram US$37,8 milhões (-17,6%) e as exportações US$148,7 milhões (+2,7%). O azeite de oliva extra virgem figura como o principal item de importação, enquanto a soja em grão sustenta a pauta de exportação.
Com densidade pecuária de seis ovelhas por habitante (população de 5,4 milhões e rebanho ovino de 30 milhões), a Nova Zelândia direciona 95% de sua produção leiteira ao mercado externo. Em 2025, exportou US$46,6 bilhões, dos quais US$14,4 bilhões em laticínios (alta de 15,6%).
Na análise de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras somaram US$33,2 milhões (+45,1%), concentradas em medicamentos de uso humano e sementes agrícolas, enquanto as exportações totalizaram US$43,6 milhões (-17,8%), lideradas por café não torrado e resíduos da moagem de milho.
O Uruguai registrou em 2025 o maior nível de exportações da última década, US$13,49 bilhões, com a carne bovina faturando US$2,68 bilhões (expansão de 33%) e atingindo o preço médio de US$5.000 por tonelada, o maior em dez anos, impulsionado pela ultrapassagem dos Estados Unidos sobre a China como principal mercado.
Na dinâmica regional de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras do Uruguai somaram mais de US$800 milhões (-9,0%) e as exportações US$1,2 bilhão (-8,6%). O país destaca-se como fornecedor de veículos de carga e leite integral em pó, importando majoritariamente óleos brutos de petróleo e cortes de carne.
Como resultado das reformas do programa Vision 2030, a Arábia Saudita atingiu em 2025 o recorde histórico de US$166,1 bilhões em exportações não-petróleo, setor que passou a representar 55% do PIB. Ainda assim, os hidrocarbonetos permanecem centrais nos fluxos com o Brasil.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras somaram US$1,3 bilhão (-1,5%), lideradas isoladamente pelos óleos brutos de petróleo e pelo gasóleo. As exportações atingiram US$1,1 bilhão (+5,7%), com açúcares de cana e cortes de frango congelado à frente.
Submetido a regimes severos de sanções internacionais há décadas, o Irã demonstra alta resiliência geopolítica e comercial. Em 2025, o país movimentou cerca de US$60 bilhões em exportações de petróleo bruto, escoadas quase integralmente para refinarias independentes na China, além de gerar US$57,8 bilhões em exportações de produtos não-petróleo, como petroquímica, cimento e pistache.
Entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras do Irã somaram mais de US$27 milhões (+0,3%), com ureia fertilizante e pistaches, enquanto as exportações atingiram US$1 bilhão (-0,7%). O destaque é a forte expansão dos bagaços e resíduos da extração de soja, ao lado de milho em grão e soja.
Controlador do Canal de Suez, o Egito ocupa posição central nas rotas que ligam o Brasil ao Mediterrâneo e ao Norte da Europa.
A recuperação de 24,5% na receita do canal no quarto trimestre de 2025 sinaliza a normalização das artérias logísticas globais após o período de desvios pelo Cabo da Boa Esperança.
No comércio bilateral de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras do Egito totalizaram US$682 milhões (+20,0%), lideradas por superfosfatos e querosenes de aviação, enquanto as exportações atingiram US$1,4 bilhão (+26,8%), com destaque para o milho em grão e os minérios de ferro peletizados.
A Bélgica posiciona-se como um dos maiores exportadores globais de produtos farmacêuticos per capita, com US$80,8 bilhões em vendas externas em 2025, equivalente a 14,2% de toda a matriz exportadora nacional. Paralelamente, o distrito de Antuérpia centraliza a comercialização de diamantes brutos do mercado internacional.
No período de janeiro a maio de 2026, as importações brasileiras da Bélgica somaram US$904 milhões (+2,6%), lideradas por vacinas de medicina humana e metais do grupo da platina, como paládio e ródio. As exportações ao mercado belga atingiram US$1,6 bilhão (+2,5%), baseadas em café não torrado e tabaco não manufaturado.
Promovido em julho de 2025 pelo Banco Mundial ao status de economia de renda média-alta, o arquipélago vulcânico de Cabo Verde não possui solo agricultável em larga escala, o que o obriga a importar mais de 90% dos alimentos consumidos.
A estabilidade macroeconômica depende do turismo, que responde por 25% do PIB, e das remessas da diáspora.
Os dados de janeiro a maio de 2026 evidenciam essa vulnerabilidade: as importações brasileiras provenientes de Cabo Verde são estatisticamente residuais (US$1.317), enquanto a pauta exportadora, de US$21,5 milhões (+25,1%), é integralmente composta por alimentos básicos, liderada por coxas de galinha congeladas, açúcares de cana e arroz branqueado.
As tabelas a seguir detalham os cinco principais produtos por país importados e exportados, comparando janeiro a maio de 2025 com janeiro a maio de 2026.
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 907.827.502 | 1.056.379.886 | +16,4% |
| Exportações | 4.708.352.897 | 4.759.526.104 | +1,1% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2710.12.59 | Outras gasolinas, exceto para aviação | 91.050.197 | 219.659.387 | +141,3% |
| 2710.12.41 | Naftas para petroquímica | 0 | 36.418.057 | +100% |
| 3006.60.00 | Preparações químicas contraceptivas hormonais | 11.495.807 | 33.522.662 | +191,6% |
| 2004.10.00 | Batatas preparadas ou conservadas, congeladas | 29.691.910 | 33.318.180 | +12,2% |
| 3102.40.00 | Misturas de nitrato de amônio com carbonato | 12.227.206 | 32.427.474 | +165,2% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2709.00.10 | Óleos brutos de petróleo | 1.364.943.832 | 1.046.661.389 | -23,3% |
| 1201.90.00 | Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura | 253.084.163 | 574.797.976 | +127,1% |
| 4703.29.00 | Pastas químicas de madeira, à soda ou sulfato | 316.032.677 | 275.031.524 | -13,0% |
| 0210.99.11 | Carnes de galos e de galinhas | 143.084.858 | 226.172.528 | +58,1% |
| 2304.00.90 | Bagaços e resíduos sólidos da extração de soja | 196.269.571 | 200.296.623 | +2,1% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 2.605.205.649 | 2.381.844.304 | -8,6% |
| Exportações | 2.134.123.329 | 2.389.085.920 | +11,9% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 8708.40.80 | Outras caixas de marchas para veículos | 424.807.049 | 300.700.735 | -29,2% |
| 3002.15.90 | Produtos imunológicos em doses para varejo | 97.006.459 | 98.475.917 | +1,5% |
| 8407.34.90 | Motores de explosão, cilindrada > 1.000 cm³ | 35.058.466 | 83.876.826 | +139,2% |
| 8542.31.20 | Processadores e controladores montados | 63.875.020 | 48.157.222 | -24,6% |
| 8703.40.00 | Veículos híbridos com motor centelha e elétrico | 30.841.602 | 41.190.720 | +33,6% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 0207.14.23 | Coxas com sobrecoxas desossadas de galinha | 266.549.820 | 455.789.401 | +71,0% |
| 2601.11.00 | Minérios de ferro não aglomerados | 270.881.567 | 338.629.569 | +25,0% |
| 0901.11.10 | Café não torrado, não descafeinado, em grão | 421.129.300 | 288.176.801 | -31,6% |
| 0203.29.00 | Outras carnes de suíno, congeladas | 146.422.511 | 249.661.191 | +70,5% |
| 7601.10.00 | Alumínio não ligado, em formas brutas | 177.344.842 | 178.609.093 | +0,7% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 45.900.647 | 37.836.617 | -17,6% |
| Exportações | 144.855.370 | 148.765.590 | +2,7% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 1509.20.00 | Azeite de oliva extra virgem | 2.644.888 | 5.880.641 | +122,3% |
| 2710.12.59 | Outras gasolinas, exceto para aviação | 0 | 4.224.530 | +100% |
| 8481.90.90 | Partes de torneiras e dispositivos p/ canalização | 3.629.932 | 3.637.745 | +0,2% |
| 7602.00.00 | Desperdícios e resíduos de alumínio | 1.066.367 | 2.880.048 | +170,1% |
| 0804.10.20 | Tâmaras secas | 1.880.202 | 2.363.817 | +25,7% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 1201.90.00 | Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura | 79.713.320 | 105.038.518 | +31,8% |
| 2401.20.30 | Tabaco Virgínia destalado, seco em secador | 4.599.738 | 9.599.132 | +108,7% |
| 1515.21.00 | Óleo de milho, em bruto | 9.433.258 | 6.416.136 | -32,0% |
| 0202.30.00 | Carnes desossadas de bovino, congeladas | 3.287.694 | 5.313.524 | +61,6% |
| 2401.20.40 | Tabaco Burley destalado, seco ao ar | 4.917.408 | 4.707.561 | -4,3% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 959.050.219 | 842.672.082 | -12,1% |
| Exportações | 373.652.928 | 621.544.879 | +66,3% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 3004.90.69 | Medicamentos com compostos heterocíclicos | 54.152.487 | 70.447.385 | +30,1% |
| 8422.40.90 | Máquinas e aparelhos para empacotar/embalar | 1.380.995 | 39.681.700 | +2773,4% |
| 8708.29.99 | Partes e acessórios de carrocerias para veículos | 36.962.236 | 34.451.062 | -6,8% |
| 8708.99.90 | Partes e acessórios para tratores e automóveis | 48.725.436 | 28.408.678 | -41,7% |
| 3004.90.99 | Outros medicamentos para fins terapêuticos | 19.998.369 | 25.221.720 | +26,1% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2603.00.90 | Outros minérios de cobre e seus concentrados | 110.338.793 | 392.195.706 | +255,4% |
| 0901.11.10 | Café não torrado, não descafeinado, em grão | 131.234.792 | 109.275.235 | -16,7% |
| 7202.60.00 | Ferro-níquel | 10.984.651 | 22.097.637 | +101,2% |
| 8409.99.12 | Blocos de cilindros e cabeçotes p/ motores | 8.328.688 | 14.134.294 | +69,7% |
| 8411.12.00 | Turborreatores de empuxo superior a 25 kN | 0 | 9.222.236 | +100% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 568.240.919 | 681.999.382 | +20,0% |
| Exportações | 1.112.419.163 | 1.410.251.351 | +26,8% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 3103.19.00 | Outros superfosfatos minerais | 137.460.560 | 130.374.069 | -5,2% |
| 2710.19.11 | Querosenes de aviação | 0 | 71.877.658 | +100% |
| 3901.20.29 | Polietilenos sem carga, densidade ≥ 0,94 | 20.741.478 | 52.014.616 | +150,8% |
| 3902.10.20 | Polipropileno sem carga, em forma primária | 29.057.942 | 48.812.239 | +68,0% |
| 3103.11.00 | Superfosfatos com teor de P₂O₅ ≥ 35% | 27.467.750 | 46.383.758 | +68,9% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 1005.90.10 | Milho em grão, exceto para semeadura | 286.795.985 | 389.231.370 | +35,7% |
| 2601.12.10 | Minérios de ferro peletizados | 135.961.514 | 194.375.388 | +43,0% |
| 0202.30.00 | Carnes desossadas de bovino, congeladas | 91.218.893 | 142.639.594 | +56,4% |
| 1201.90.00 | Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura | 41.025.081 | 124.066.710 | +202,4% |
| 1701.14.00 | Outros açúcares de cana | 161.545.871 | 88.667.999 | -45,1% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 881.435.744 | 904.029.201 | +2,6% |
| Exportações | 1.579.673.272 | 1.619.686.468 | +2,5% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 3002.41.29 | Vacinas para medicina humana, em doses | 132.762.995 | 139.535.625 | +5,1% |
| 7110.21.00 | Paládio em formas brutas ou em pó | 39.390.074 | 95.534.864 | +142,5% |
| 7110.31.00 | Ródio em formas brutas ou em pó | 45.661.638 | 69.861.224 | +53,0% |
| 2004.10.00 | Batatas preparadas ou conservadas, congeladas | 46.086.208 | 37.308.116 | -19,0% |
| 7110.11.00 | Platina, em formas brutas ou em pó | 14.550.849 | 28.062.610 | +92,9% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 0901.11.10 | Café não torrado, não descafeinado, em grão | 345.231.080 | 339.912.489 | -1,5% |
| 2401.20.30 | Tabaco Virgínia destalado, seco em secador | 130.306.372 | 159.825.324 | +22,7% |
| 2009.12.00 | Suco de laranja não congelado, Brix ≤ 20 | 81.552.090 | 89.517.140 | +9,8% |
| 2009.19.00 | Outros sucos de laranjas, não fermentados | 177.119.010 | 74.724.430 | -57,8% |
| 2009.11.00 | Suco de laranja, não fermentado, congelado | 155.367.604 | 71.684.965 | -53,9% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 27.727.154 | 27.807.901 | +0,3% |
| Exportações | 1.029.774.612 | 1.022.518.203 | -0,7% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 3102.10.10 | Ureia com teor de nitrogênio > 45% em peso | 20.480.773 | 21.570.990 | +5,3% |
| 0802.52.00 | Pistácios, sem casca, frescos ou secos | 1.907.120 | 2.556.691 | +34,1% |
| 2008.19.00 | Outras frutas de casca rija, preparadas | 1.067.192 | 975.926 | -8,6% |
| 2007.99.90 | Doces, purês e pastas de outras frutas | 0 | 718.692 | +100% |
| 2939.19.00 | Outros alcaloides do ópio, derivados e sais | 1.124.441 | 485.053 | -56,9% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2304.00.90 | Bagaços e resíduos sólidos da extração de soja | 31.755.237 | 365.649.468 | +1051,5% |
| 1005.90.10 | Milho em grão, exceto para semeadura | 504.233.717 | 341.433.611 | -32,3% |
| 1201.90.00 | Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura | 432.234.362 | 290.907.463 | -32,7% |
| 1701.14.00 | Outros açúcares de cana | 60.367.375 | 24.211.023 | -59,9% |
| 0207.14.21 | Peitos, coxas e sobrecoxas em uma peça, congelados | 62.340 | 100.078 | +60,5% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 22.895.406 | 33.210.975 | +45,1% |
| Exportações | 53.172.562 | 43.687.483 | -17,8% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 3004.90.79 | Outros medicamentos com compostos heterocíclicos | 32.446 | 10.709.918 | +32908,4% |
| 1209.91.00 | Sementes de produtos hortícolas p/ semeadura | 2.589.871 | 2.292.608 | -11,5% |
| 0810.50.00 | Kiwis (quivis), frescos | 1.872.304 | 1.872.318 | +0,0% |
| 3004.39.39 | Medicamentos com estrogênios/progestogênios | 1.026.200 | 1.716.603 | +67,3% |
| 1702.11.00 | Lactose e xarope de lactose purificada ≥ 99% | 3.361.442 | 1.546.398 | -54,0% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 0901.11.10 | Café não torrado, não descafeinado, em grão | 14.299.857 | 11.002.659 | -23,1% |
| 2302.10.00 | Sêmeas e resíduos da peneiração de milho | 12.739.982 | 7.459.586 | -41,4% |
| 4412.39.00 | Madeiras compensadas (folhas ≤ 6 mm) | 3.445.458 | 3.755.934 | +9,0% |
| 4703.29.00 | Pastas químicas de madeira, à soda ou sulfato | 3.341.803 | 3.302.745 | -1,2% |
| 2009.11.00 | Suco de laranja, não fermentado, congelado | 1.760.753 | 2.116.144 | +20,2% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 884.014.489 | 804.422.036 | -9,0% |
| Exportações | 1.375.919.711 | 1.257.583.672 | -8,6% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 8704.21.90 | Veículos automotores diesel para carga ≤ 5t | 87.774.686 | 96.012.389 | +9,4% |
| 0402.21.10 | Leite integral em pó, sem adição de açúcar | 100.603.202 | 79.080.352 | -21,4% |
| 1107.10.10 | Malte não torrado, inteiro ou partido | 78.755.928 | 63.646.595 | -19,2% |
| 3923.30.90 | Garrafões, garrafas e frascos de plástico | 64.579.207 | 61.337.720 | -5,0% |
| 1517.90.90 | Misturas e preparações alimentícias de gordura | 38.966.392 | 56.904.815 | +46,0% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2709.00.10 | Óleos brutos de petróleo | 207.362.149 | 136.571.362 | -34,1% |
| 0201.30.00 | Carnes desossadas de bovino, frescas/refrig. | 69.566.168 | 94.431.297 | +35,7% |
| 0203.29.00 | Outras carnes de suíno, congeladas | 55.348.474 | 57.398.530 | +3,7% |
| 8704.31.90 | Veículos motor explosão para carga ≤ 5t | 77.647.139 | 52.462.531 | -32,4% |
| 8703.21.00 | Automóveis motor explosão ≤ 1.000 cm³ | 66.498.829 | 47.203.012 | -29,0% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 1.505.625.314 | 1.448.230.888 | -3,8% |
| Exportações | 4.184.473.680 | 3.695.408.310 | -11,7% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2710.12.41 | Naftas para petroquímica | 123.034.474 | 122.712.752 | -0,3% |
| 3004.90.69 | Medicamentos com compostos heterocíclicos | 59.595.814 | 50.432.704 | -15,4% |
| 3004.90.79 | Outros medicamentos com compostos heterocíclicos | 44.814.045 | 44.103.506 | -1,6% |
| 2930.90.34 | Ácido 2-hidroxi-4-(metiltio)butanóico e seu sal | 45.282.972 | 43.319.047 | -4,3% |
| 2933.39.19 | Compostos heterocíclicos com flúor e/ou bromo | 38.814.025 | 40.045.059 | +3,2% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2709.00.10 | Óleos brutos de petróleo | 1.883.339.456 | 1.238.890.501 | -34,2% |
| 1201.90.00 | Soja, mesmo triturada, exceto para semeadura | 825.513.679 | 944.234.504 | +14,4% |
| 2603.00.10 | Sulfetos de minérios de cobre e seus concentrados | 52.618.315 | 244.648.660 | +364,9% |
| 0901.11.10 | Café não torrado, não descafeinado, em grão | 214.108.115 | 171.762.287 | -19,8% |
| 2304.00.90 | Bagaços e resíduos sólidos da extração de soja | 141.113.483 | 122.657.236 | -13,1% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 48.603 | 1.317 | -97,3% |
| Exportações | 17.208.289 | 21.522.041 | +25,1% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 6702.10.00 | Flores, folhagens e frutos artificiais de plástico | 0 | 672 | +100% |
| 8536.90.40 | Conectores para circuito impresso ≤ 1.000 V | 0 | 645 | +100% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 0207.14.12 | Coxas e sobrecoxas não desossadas de galinha | 1.791.025 | 3.134.136 | +75,0% |
| 1701.99.00 | Outros açúcares de cana refinados, sacarose | 2.150.049 | 2.959.433 | +37,6% |
| 1006.30.21 | Arroz polido ou brunido, não parboilizado | 3.607.372 | 2.459.520 | -31,8% |
| 0202.30.00 | Carnes desossadas de bovino, congeladas | 1.593.477 | 2.247.028 | +41,0% |
| 0207.14.19 | Outros pedaços e miudezas de galinha, congeladas | 1.433.160 | 2.094.545 | +46,1% |
| Fluxo | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|
| Importações | 1.336.766.883 | 1.316.187.514 | -1,5% |
| Exportações | 1.127.439.275 | 1.192.100.546 | +5,7% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 2709.00.10 | Óleos brutos de petróleo | 731.583.126 | 764.336.337 | +4,5% |
| 2710.19.21 | Gasóleo (óleo diesel) | 212.849.506 | 239.432.398 | +12,5% |
| 2902.43.00 | P-xileno | 34.740.421 | 92.093.301 | +165,1% |
| 3901.40.00 | Copolímeros de etileno e alfa-olefina < 0,94 | 2.467.665 | 43.018.627 | +1643,3% |
| 3902.10.20 | Polipropileno sem carga, em forma primária | 43.458.675 | 40.778.403 | -6,2% |
| Código NCM | Descrição | 2025 (US$ FOB) | 2026 (US$ FOB) | Variação |
|---|---|---|---|---|
| 1701.14.00 | Outros açúcares de cana | 190.256.578 | 267.348.308 | +40,5% |
| 0207.14.22 | Peitos desossados de galinha, congelados | 215.079.479 | 228.550.460 | +6,3% |
| 0207.14.21 | Peitos, coxas e sobrecoxas em uma peça, congelados | 35.588.855 | 94.678.097 | +166,0% |
| 0207.12.20 | Carnes de galinhas congeladas, sem miudezas | 149.264.093 | 91.748.129 | -38,5% |
| 0202.30.00 | Carnes desossadas de bovino, congeladas | 78.287.921 | 88.964.621 | +13,6% |
A leitura comparada dos fluxos comerciais de janeiro a maio entre 2025 e 2026 confirma que a inserção externa do Brasil se organiza em torno de vetores de alta relevância estratégica.
No eixo tecnológico, a dependência de bens de capital e insumos avançados de Países Baixos, Japão e Suécia convive com o avanço do Brasil como fornecedor de commodities minerais e proteínas, caso da forte alta dos minérios de cobre para a Suécia.
Já no setor agroalimentar, Espanha, Tunísia, Nova Zelândia e Uruguai desenham um mapa de complementaridade entre oleaginosas, laticínios e carnes.
No eixo energético, Arábia Saudita e Irã ilustram a centralidade dos hidrocarbonetos e a capacidade de adaptação a contextos de sanção.
E nos hubs de processamento, Egito, Bélgica e Cabo Verde revelam, respectivamente, o papel logístico do Canal de Suez, a sofisticação farmacêutica europeia e a dependência alimentar de mercados insulares.
A estabilidade dessas trocas permanece atrelada à resiliência das artérias logísticas globais, com destaque para o Canal de Suez, cuja normalização incide diretamente sobre o custo de frete das exportações brasileiras destinadas à Europa.
Os valores comparam o acumulado de janeiro a maio de 2025 com janeiro a maio de 2026, mesmo recorte nos dois anos, em dólares norte-americanos na modalidade FOB. Fonte primária: Comex Stat (Secex/MDIC), com processamento da Logcomex.ai.
As caixas de marcha para veículos (NCM 8708.40.80) lideram as importações brasileiras do Japão no acumulado de janeiro a maio de 2026, refletindo a interdependência do setor automotivo entre os dois países.
O Porto de Roterdã é a principal porta de entrada do continente europeu para commodities agrícolas. Em 2026, as exportações brasileiras aos Países Baixos foram lideradas por óleos brutos de petróleo e soja em grão, esta última em forte alta, confirmando o papel do país como hub de processamento e redistribuição na Europa.
O Canal de Suez concentra cerca de 12% do comércio marítimo global e conecta a rota Brasil-Europa. Cada navio que parte do Porto de Santos rumo ao Mediterrâneo utiliza a passagem egípcia. Quando o canal sofre interrupções, o frete sobe de forma sistêmica e encarece produtos brasileiros como soja e carnes destinados a mercados como Bélgica e Espanha.
A pauta de exportação para a Arábia Saudita é liderada por açúcares de cana e cortes de frango congelado, com destaque para peitos desossados, no acumulado de janeiro a maio de 2026.