Um sinal de alerta para a diversificação. O superávit de petróleo e derivados atingiu US$ 29,6 bilhões em 2025, recorde histórico, representando 43,3% do superávit total da balança comercial. Volume de exportação cresceu 10,7%, apesar de preços 9,8% menores. O desafio: Brasil não beneficia o produto, sem ampliar capacidade de refino. Experts alertam: país corre risco de ficar “só no petróleo”, enquanto soja segue exportada em grão ao invés de beneficiada.
Abrindo oportunidades estratégicas no eixo Sul. A Índia conduz negociações com Brasil, Canadá, França e Holanda para explorar, processar e reciclar lítio e terras raras. Objetiva também acesso a tecnologias de processamento. Foge da dependência chinesa, que domina o abastecimento global. Acordo com a Alemanha já assinado em janeiro. Especialistas alertam: da descoberta à produção leva anos, com exploração entre 5 e 7 anos e sem garantia de viabilidade.
Um nó nas pequenas exportadoras. A regulamentação da reforma tributária ameaça até 25 mil empresas que operam com exportação indireta. Exigências como certificação OEA e patrimônio mínimo de R$ 1 milhão deixarão 65% das comerciais fora do jogo. CECIEx projeta perda de 20% das operações e redução de até 10% do volume exportado. Maior impacto em pequenos produtores, agroindústrias e fabricantes artesanais que dependem de tradings para alcançar mercados internacionais.
O “tarifaço” reconfigurou a competição. Importações de calçados batem recordes enquanto exportações desaceleram. Abicalçados projeta retração entre 0,5% e 2,1% na produção para 2026. Tarifas dos EUA e redirecionamento chinês pressionam o setor. Setor prevê que apenas 9% da produção será exportada em 2026, pior coeficiente histórico. Indústria perdeu quase 11 mil empregos em dezembro, refletindo queda de 2,2% na produção contra 2024.
