Os portos do Paraná alcançaram, em fevereiro de 2025, um marco histórico ao movimentarem 6,1 milhões de toneladas de cargas, representando um crescimento de 14% em relação ao recorde anterior. Esse desempenho elevou o volume total movimentado no primeiro bimestre para 10,8 milhões de toneladas.
O aumento significativo na exportação de soja em grão foi um dos principais impulsionadores desse recorde, com 1,69 milhão de toneladas embarcadas, marcando um crescimento de 37% em comparação a fevereiro de 2024. No âmbito das importações, os fertilizantes mantiveram a liderança, com 1,02 milhão de toneladas desembarcadas, um incremento de 11%.
Segundo a Logcomex, o Valor FOB exportado do Porto de Paranaguá foi de US$ 3,82 bilhões no 1º bimestre de 2025, um decréscimo de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto que as importações somaram um FOB de US$ 3,19 bilhões, um aumento de 13,4% em relação ao 1º bimestre de 2024.
As cargas que saíram do Paraná tiveram como principais destinos a China, com 25% do total, seguido por Bangladesh e Índia, ambos com 5% do total. Por outro lado, as importações tiveram como origem a China, 38%, Rússia, 13%, e Alemanha, 6%.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que esses números refletem o fortalecimento da infraestrutura portuária e seu impacto positivo na economia nacional. “O excelente desempenho dos portos paranaenses reforça a importância da infraestrutura portuária para o agronegócio e para o crescimento da economia nacional. “Seguimos avançando em investimentos para garantir maior eficiência e competitividade ao setor”, destacou o ministro.
Além disso, em 26 de março de 2025, o Porto de Paranaguá registrou um novo recorde ao receber a maior carga de fertilizantes em um único navio. A embarcação Red Marlin, vinda da China, atracou para descarregar 78.054 toneladas de fertilizantes, superando a marca anterior de 76.696 toneladas registrada em novembro de 2024. As cargas serão destinadas aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e Santa Catarina.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, enfatizou a relevância desse feito: “Somos o principal canal de importação de fertilizantes do Brasil, representando mais de um quarto do recebimento nacional. Com o aumento de calado, a elevação dos nossos números será cada vez mais comum”. O aumento do calado, que se refere à distância entre a quilha da embarcação e a superfície da água, permite a atracação de navios maiores, contribuindo para o aumento da eficiência operacional.