Cotas para exportação de carne bovina, alerta global no Estreito de Ormuz e mais

19 de fevereiro de 2026

Cotas para exportação de carne bovina, alerta global no Estreito de Ormuz e mais
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Com as salvaguardas chinesas limitando importações brasileiras a 1,1 milhão de toneladas, o Governo estuda criar cotas por empresa para evitar uma “corrida desenfreada” nos embarques de carne bovina à China. A proposta visa organizar o fluxo e impedir choques de preços, já que o país asiático concentra 50% das exportações de carne bovina do Brasil, mercado que movimentou US$ 8,8 bilhões em 2025. 

Buscando reduzir custos industriais, o Gecex zerou tarifas de importação para mais de mil produtos sem produção nacional similar. Foram aprovados 1.059 ex-tarifários (421 para bens de capital e 638 para autopeças) e 20 insumos dos setores industrial e agropecuário. Paralelamente, o comitê aplicou medidas antidumping sobre agulhas hipodérmicas e produtos siderúrgicos da China por cinco anos. 

A Ásia consolidou-se como principal destino das aberturas de mercado do agronegócio brasileiro, com 228 dos 535 novos mercados desde 2023 (42,6% do total). Coreia do Sul e Japão lideram com 18 mercados cada, incluindo carnes, pescados e frutas. A viagem presidencial à Índia e Coreia do Sul busca abrir mercados para feijão guandu, reduzir tarifas de 100% sobre frango e relançar negociações de carne bovina.

O Irã fechou parcialmente o Estreito de Ormuz durante negociações nucleares com os EUA em Genebra, alegando “precauções de segurança” para exercícios da Guarda Revolucionária. O estreito transporta 20 milhões de barris diários de petróleo, representando um quinto do fluxo global. A ação ocorreu simultaneamente às conversas mediadas por Omã, com tensões elevadas na região.


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