A transformação digital do comércio exterior está acelerando com o avanço da inteligência artificial. Mais do que uma tendência, os agentes de IA já estão operando ativamente nos bastidores do setor, automatizando rotinas, antecipando riscos e oferecendo insights estratégicos com base em grandes volumes de dados.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os chamados agentes autônomos de IA estão ganhando espaço nas empresas por sua capacidade de agir, aprender e colaborar com humanos em tempo real. No contexto do comércio exterior, isso significa IA identificando mudanças regulatórias, variações de mercado, atrasos logísticos ou alterações cambiais — e sugerindo soluções antes mesmo que o problema afete a operação.
Um exemplo prático vem do uso de IA em cadeias de suprimentos. Como mostrou o Fórum em outra análise recente, essas tecnologias estão permitindo a criação de supply chains autônomas, que se autorregulam com base em previsões de demanda, disponibilidade de insumos e condições geopolíticas. É a automação estratégica, que vai além da simples execução e passa a tomar decisões com base em dados em tempo real.
No Brasil, a Logcomex tem sido pioneira nessa frente com o desenvolvimento da LIA. A LIA atua como uma analista virtual, baseada em mais de 70 bilhões de parâmetros, que agiliza e potencializa a maneira como as empresas tomam decisões baseadas em dados. Através deste agente de IA da Logcomex, é possível automatizar a análise de NCMs, detecção de oportunidades de mercado e monitoramento de concorrência.
Com a LIA, empresas importadoras ganham um copiloto inteligente para suas decisões — um reflexo direto da tendência global apontada pelo Fórum Econômico Mundial: IA como agente ativo na criação de valor e eficiência nos negócios.
A digitalização do comércio exterior não é mais uma promessa futura. É uma realidade presente, e quem contar com ferramentas como a LIA estará um passo à frente nesse novo cenário.