Cabotagem eficiente, exportações para o Canadá soja brasileira na China

5 de fevereiro de 2026

Cabotagem eficiente, exportações para o Canadá soja brasileira na China
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Um marco histórico redefine a pecuária brasileira. Em 2025, o país superou os Estados Unidos como maior produtor mundial de carne bovina, com 12,35 milhões de toneladas. O Brasil respondeu por 20% de toda a carne bovina produzida globalmente. A China foi o motor desse crescimento, absorvendo quase metade do faturamento das exportações. A mudança estrutural baseia-se em ganhos de produtividade, tecnologia e reorganização do ciclo pecuário, marcando uma inversão após décadas de hegemonia americana.

O transporte entre portos brasileiros reforça sua importância estratégica. Entre janeiro e novembro de 2025, a cabotagem movimentou 10,8 milhões de toneladas na região Norte, alta de 8,25% em contêineres comparado a 2024. A iniciativa do Programa BR do Mar trouxe mais previsibilidade ao setor, estimulando concorrência e reduzindo custos logísticos. Bauxita, contêineres e derivados de petróleo dominam os fluxos, escoando produção regional para centros de distribuição do Nordeste e Sudeste, integrando a região aos principais mercados.

Acompanhando o cenário internacional de incertezas comerciais, o Brasil encerra 2025 com recorde histórico. Exportações ao Canadá somaram US$ 7,25 bilhões, alta de 15% frente a 2024. O saldo comercial atingiu US$ 4,11 bilhões, o maior da série histórica. O destaque fica com ouro, café verde e proteínas animais, que compensaram quedas em aeronaves e açúcar. A participação do Canadá nas exportações totais brasileiras subiu de 1,9% para 2,1%.

Enquanto reforça a produção interna, a China mantém a estratégia de diversificar fornecedores externos. Processadores chineses fecham acordos para embarcar soja brasileira a partir de fevereiro, impulsionados pela safra recorde brasileira e preços competitivos. A demanda por farelo segue forte, alimentada pelo grande rebanho suíno do país. Soja brasileira é até 50 centavos de dólar mais barata que a norte-americana, consolidando o Brasil como fornecedor preferencial da maior economia asiática.


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