Com a tarifa de 25% confirmada a partir de 22 de julho, o agronegócio brasileiro mantém articulação ativa em Washington para mitigar o impacto sobre setores expostos. A estratégia passa por demonstrar que a sobretaxação de matérias-primas brasileiras pressiona a própria inflação americana, argumento levado por mais de 70 representantes do setor produtivo nas audiências da semana passada. A ação continua mesmo com a decisão formalizada. O tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros atinge 18% da pauta exportadora do Brasil aos EUA. Outros 57% estão isentos e 25% já operam sob regime tarifário anterior.
A China bateu recorde histórico de importação de soja em junho de 2026, impulsionada principalmente pelo fornecimento brasileiro. Foram 13,55 milhões de toneladas importadas no mês, alta de 10,5% ante junho de 2025, enquanto as compras de soja americana acumulam queda de 47% no ano comercial em curso. Para a safra 2026/27, a China já antecipou a compra de 9,04 milhões de toneladas, volume inteiramente de origem brasileira.
As restrições de exportação de terras raras adotadas pela China desde 2025 aceleraram uma corrida global por investimentos no setor. Fundos temáticos ligados ao tema captaram US$ 2,45 bilhões líquidos no primeiro trimestre de 2026, e a carteira média acumula valorização de 81% desde janeiro de 2025. A China ainda controla 91% do refino global e 94% da fabricação de ímãs permanentes, tornando o risco de concentração o principal argumento da corrida por diversificação.
