Um levantamento do MDIC detalha o tamanho do tarifaço na pauta exportadora: 23,1% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão sujeitas às novas sobretaxas, sendo que 16,5% acumulam as duas tarifas ao mesmo tempo, chegando a 37,5%. Já 52,7% dos produtos, como café e carnes, ficaram de fora da cobrança. Outras consultorias, porém, projetam um impacto ainda maior: até 32% do total exportado, ou US$ 14,3 bilhões.
Apesar do cenário instável devido aos conflitos, o comércio global não travou. O fluxo mundial de mercadorias cresceu 1% em maio ante abril, o segundo mês seguido de alta, puxado pelo boom de investimentos em inteligência artificial. Exportações da China subiram 2,6% e as importações dos EUA, 2,3%. Novas tarifas americanas, porém, ameaçam interromper essa melhora.
Já no recorte por região, nem todo o país deve sentir o tarifaço da mesma forma. Um levantamento aponta que os portos de Santos, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo devem ser os mais afetados, por concentrarem o embarque de madeira, móveis, máquinas e calçados.
