Recuperação surpreende especialistas. O déficit comercial dos Estados Unidos recuou 25,3% em janeiro, a US$ 54,46 bilhões, superando previsões de analistas consultados pela FactSet que esperavam US$ 67 bilhões. Exportações bateram recorde em US$ 302 bilhões, principalmente por ouro, metais preciosos e eletrônicos. Importações caíram para US$ 331,4 bilhões, menor nível em 21 meses. Resultado reflete efetividade das tarifas de Trump, especialmente em farmacêuticos.
Mercado interno ganha fôlego. Em fevereiro, importações brasileiras de trigo atingiram menor nível em 18 anos, conforme dados do Cepea. No acumulado de 12 meses, o volume é o mais baixo desde setembro de 2024. Dólar valorizado e estoques ajustados mantêm compras externas lentas, favorecendo liquidez doméstica. Conflitos no Oriente Médio elevaram cotações futuras em Chicago acima de US$ 6 por bushel. Produtores paranaenses oferecem R$ 1.209 por tonelada, com alta de 2,63% desde o início de março.
China redirecionou fluxos comerciais com sucesso. Exportações surgiram 21,8% em janeiro-fevereiro de 2026, batendo expectativa de 7,1% dos analistas e atingindo superávit comercial recorde de US$ 213,62 bilhões. Exportações de semicondutores dispararam 73%, impulsionadas por demanda de IA. Desaceleração para EUA (-11%) compensada por saltos em ASEAN (+29,4%) e UE (+27,8%). Objetivo 2026: superar recorde de US$ 1,2 trilhão de superávit de 2025.
Diversificação estratégica redefine pauta paranaense. No 1º bimestre, exportações para o Japão subiram 107%, Singapura 103% e Filipinas 124%, enquanto Polônia cresceu 282%, Noruega 176% e Dinamarca 130%. Esses seis mercados saltaram de 4,1% para 10,1% das vendas estaduais. Paraná movimentou US$ 3,1 bilhões no período, com carne de frango liderando (US$ 698 mi). Produtos alcançaram 183 mercados em 3 mil itens diferentes, reduzindo dependência de compradores específicos.
