A safra recorde coloca o país numa encruzilhada. Brasil consegue armazenar apenas 61,7% da supersafra, o menor nível em 20 anos. Faltam espaços para 135,4 milhões de toneladas. Sem silos, produtores vendem rápido a qualquer preço, perdendo barganha. Juros altos e crédito apertado travam novos investimentos.
Em fevereiro, o Brasil não decepcionou. Exportações somaram US$ 26,3 bilhões, o maior para o mês em toda a série histórica, com +15,6% versus fevereiro de 2025. Agronegócio respondeu por US$ 12,05 bilhões (recorde para o período). Soja liderou com US$ 3,78 bilhões (+16,4%); proteínas animais cresceram 22,5%.
Pressão combinada de Chicago, real forte e demanda fraca derrubam preços da soja, que cai para R$ 129,36, com perdas de até R$ 6 por saca. Na Bolsa de Chicago, contratos caem 70 pontos no limite de baixa. Incertezas geopolíticas amplificam volatilidade e reduzem negócios.
O Sudeste mantém liderança como corredor logístico. Portos e terminais movimentam 56,5 milhões de toneladas, +20,84% versus janeiro de 2025. Granéis sólidos dominam com 26 milhões (+22%). Petróleo cresce 46,7%; açúcar sobe 70%. Santos lidera com 10,1 milhões (+14%).
