Brasil em movimento: tarifas, recordes portuários e superávit bilionário

27 de fevereiro de 2026

Brasil em movimento: tarifas, recordes portuários e superávit bilionário
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Sob pressão de produtores nacionais, a Camex deve avaliar a aplicação de tarifa de importação excepcional sobre o cacau estrangeiro. Sem base técnica para restrição sanitária — o Mapa não identificou doença ou risco fitossanitário —, o debate migrou para a esfera comercial. A disputa de preços é agravada por problemas climáticos na África Ocidental, principal exportadora do grão, e afeta diretamente a indústria brasileira de moagem e processamento, que depende tanto da produção interna quanto das importações.

Segundo o Global Trade Alert, a tarifa global de 15% anunciada por Trump representa a maior redução de alíquotas médias para o Brasil entre todos os países: queda de 13,6%, passando de 26,3% para 12,8% sobre exportações ao mercado americano. China (-7,1%) e Índia (-5,6%) também ganham, enquanto países com acordos bilaterais, como Reino Unido (+2,1%) e Itália (+1,7%), saem prejudicados. O vice-presidente Alckmin classificou o saldo como positivo para a competitividade brasileira.

Os portos paranaenses concentraram 47,6% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil em janeiro de 2026 — 199 mil toneladas e US$ 365 milhões —, com destino principal para Emirados Árabes, África do Sul e China. Em 2025, o Porto de Paranaguá exportou 2,8 milhões de toneladas do produto e registrou crescimento de 10,1% no volume total de cargas, chegando a 73,5 milhões de toneladas e consolidando sua posição como maior corredor global de frango.

Os portos e hidrovias do Nordeste movimentaram 329,7 milhões de toneladas em 2025, sendo 242,6 milhões por terminais privados e 87 milhões por portos públicos. A operação de contêineres cresceu 9,4%, atingindo 21,2 milhões de toneladas — maior volume desde 2021. O Terminal Ponta da Madeira (MA) liderou com 172,4 milhões de toneladas, seguido por Itaqui (MA) e Suape (PE), reforçando o papel estratégico da região na logística nacional.

Na terceira semana de fevereiro de 2026, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 2,1 bilhões, com exportações de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões. No acumulado do ano, o saldo já soma US$ 7,2 bilhões. As exportações cresceram 31,7% na comparação anual, puxadas pela indústria extrativa (+70,5%), transformação (+26,8%) e agropecuária (+10,6%), com destaque para carne bovina, minério de ferro e café


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